Cientistas israelenses desenvolvem maconha medicinal sem 'barato'


Cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveram um tipo de maconha medicinal, neutralizando a substância THC, que gera os efeitos cognitivos e psicológicos conhecidos como "barato".

De acordo com a professora Ruth Gallily, especialista em imunologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, a segunda substância mais importante da cannabis -o canabidiol (CBD)-- tem propriedades "altamente benéficas e significativas" para doentes que sofrem de diabetes, artrite reumatóide e doença de Crohn.

Z. Klein/BBC Brasil
Folha da plantação da empresa Tikkun Olam
Folha da plantação da empresa Tikkun Olam
Gallily, que estuda os efeitos medicinais da cannabis há 15 anos, disse à BBC Brasil que o CBD que se encontra na planta "não gera qualquer fenômeno psicológico ou psiquiátrico e reprime reações inflamatórias, sendo muito útil para o tratamento de doenças autoimunes".

"Obtivemos resultados fantásticos nas experiências que fizemos in vitro e com ratos, no laboratório da Universidade Hebraica", afirmou a cientista, que é professora da Faculdade de Medicina.

De acordo com ela, após o tratamento com o CBD, o índice de mortalidade em consequência de diabetes nos animais foi reduzido em 60%, tanto em casos de diabetes tipo 1 como tipo 2.

"Para pacientes idosos que sofrem de artrite reumatoide, o uso da cannabis pode ter efeitos maravilhosos e melhorar muito a qualidade de vida", disse Gallily.

"Constatamos em nossas experiências que o CBD leva à diminuição significativa e muito rápida do inchaço em consequência da artrite."

A pesquisadora afirma que remédios à base de CBD seriam muito mais baratos que os medicamentos convencionais no tratamento dessas doenças.

A empresa Tikkun Olam obteve a licença do Ministério da Saúde israelense para desenvolver a maconha medicinal e cultiva diversas variedades da planta em estufas na Galileia, no norte de Israel.
Z. Klein/BBC Brasil
Plantação de maconha da empresa Tikkun Olam
Plantação de maconha da empresa Tikkun Olam

PACIENTES

De acordo com Zachi Klein, diretor de pesquisa da Tikkun Olam, mais de 8.000 doentes em Israel já são tratados com cannabis, a qual recebem com receitas médicas autorizadas pelo Ministério da Saúde.

De acordo com Klein, a empresa pretende desenvolver um tipo de maconha com proporções diferentes de THC e canabidiol, para poder ajudar a diversos tipos de pacientes.
"Há pacientes para os quais o THC é muito benéfico, pois ajuda a melhorar o estado de espírito e abrir o apetite", afirmou.

Ele diz ainda que, em casos de doentes de câncer, a cannabis em seu estado natural, com o THC, pode melhorar a qualidade de vida, já que a substância provoca a fome conhecida como "larica", incentivando os pacientes a se alimentarem.

O psiquiatra Yehuda Baruch acredita que "o CBD tem significados medicinais fortes que devem ser examinados". Baruch, que é o responsável pela utilização da maconha medicinal no Ministério da Saúde, disse à BBC Brasil que "sem o THC, a cannabis será bem menos atraente para os traficantes de drogas".

O psiquiatra afirmou que nos próximos meses o Ministério da Saúde dará inicio a um estudo sobre os efeitos do THC e do CBD em pacientes que sofrem dores crônicas.

O experimento será feito com 50 pacientes, que serão divididos em dois grupos. Um grupo receberá cannabis com alto nível de THC e baixo nível de CBD e o segundo receberá mais canabidiol do que THC.

Depois de um mês os grupos serão trocados e, durante a experiência, os pacientes preencherão questionários avaliando as alterações na intensidade da dor.

o cabaré com a folha 

Astronômos preveem colisão de Via Láctea com galáxia vizinha


Ilustração da NasaAstrônomos estão usando o telescópio espacial Hubble para determinar quando a Via Láctea irá colidir com Andrômeda, sua galáxia vizinha.
As duas galáxias estão se aproximando devido à gravidade que exercem uma sobre a outra. Cientistas acreditam que elas começarão a se fundir dentro de 4 bilhões de anos.
E dentro de outros 2 bilhões de anos elas deverão ser uma única entidade.
Quando isso ocorrer, a posição do nosso sol será abalada, mas tanto o astro como os planetas que orbitam em torno dele enfrentam pouco risco de serem destruídos.
Por outro lado, o céu noturno visto da Terra deverá ter uma aparência espetacular. Partindo do princípio, é claro, de que a espécie humana ainda estará presente dentro de bilhões de anos para poder olhar para cima.
''Hoje em dia, a galáxia de Andrômeda se apresenta para nós no céu como um pequeno objeto difuso que foi visto pela primeira vez por astrônomos há mil anos'', afirma Roeland van der Marel, o pesquisador sênior do Space Telescope Science Institute, de Baltimore, nos Estados Unidos.

Fusão de galáxias


As duas galáxias estão separadas por uma distância de 2,5 milhões de anos, mas estão convergindo a uma velocidade de aproximadamente 400 mil quilômetros por hora.
"Poucas coisas fascinam os seres humanos mais do que o nosso destino cósmico e qual será o nosso futuro. O fato de que podemos prever que esse pequeno objeto difuso um dia irá engolir e encobrir o nosso sol e o nosso sistema solar é uma descoberta verdadeiramente notável e fascinante'', diz van der Marel.
Isso é possível porque o observatório mediu em detalhes mais precisos do que nunca os movimentos de determinadas regiões de Andrômeda, que também é conhecia por seu nome científico M31.
''É necessário saber não apenas como Andrômeda está se movendo em nossa direção, mas também seus motivos laterais, porque isso vai determinar se Andrômeda irá passar a uma boa distância de nós ou se ela virá direto em nosso encontro'', explica van der Marel.
''Astrônomos tentam há séculos medir o movimento lateral. Mas isso sempre falhou porque as técnicas disponíveis não eram suficientes para realizar a medição. Pela primeira vez, fomos capazes de medir o movimento lateral - conhecido na astronomia como movimento apropriado - da Galáxia de Andrômeda, usando as capacidades de observação únicas oferecidas pelo telescópio espacial Hubble.''
Simulações de computador baseadas nas informações do Hubble indicam que as duas grandes massas de estrelas irão eventualmente se moldar em uma única galáxia elíptica similar a outras vistas costumeiramente no universo.

Mudança de localização

Mas apesar da provável fusão das duas galáxias, estrelas individualmente não irão colidir porque o espaço entre elas permanecerá sendo grande.

O abalo gravitacional deverá, no entanto, mudar a localização do sistema solar, acreditam os pesquisadores.
É provável que a fusão provoque uma vigorosa fase de formação de novas estrelas e que nuvens de gás serão abaladas e passem a colidir umas com as outras.
Pelo que os cientistas observaram até aqui, é bem possível que a pequena companheira de Andrômeda, a galáxia de Triangulum, ou M33, também entre na "briga".

o cabaré com a  BBC



Caso de mulher que teve língua cortada por marido choca Afeganistão


Mulheres afegãs | Foto: BBCMesmo após o fim do regime do Talebã, o recente crescimento no número de mulheres vítimas de violência doméstica voltou a assustar o Afeganistão.
Nesta semana, um homem de 22 anos foi preso no norte do país após cortar a língua da esposa durante uma discussão.
A agressão ocorreu na casa do casal no vilarejo de Jangory, na região de Balkh, no norte do Afeganistão.
Policiais identificaram o nome do agressor como Saleh e afirmaram que a mulher, de apenas de 20 anos, estava grávida de sete meses. Segundo as autoridades, ela perdeu o bebê por causa do ataque.
Ela foi encaminhada imediatamente a um hospital da região, onde os médicos de plantão conseguiram reimplantar a língua. Ainda não se sabe, contudo, se ela poderá voltar a falar.
A jovem, que está sendo tratada em um abrigo para mulheres, apareceu em uma coletiva de imprensa em Balkh na última quarta-feira com sua mãe e autoridades locais.
Um repórter da BBC disse que ela estava em choque e não podia falar, mas que queria "mostrar sua repugnância" ao ocorrido.
Na mesma ocasião, a mãe da vítima disse que Saleh agredia repetidamente sua filha durante os 12 meses em que eles permaneceram casados.
"Ele já chegou a incendiar o quarto dela, além de agredi-la por pelo menos três vezes. Os mais velhos, entretanto, diziam que se tratava de uma típica briga de casal e que não deveriam interferir", disse ela aos repórteres.
"Da última vez, ele cortou a língua dela e eu percebi que ele havia ultrapassado todos os limites", acrescentou.

'Pressão mental extrema'

A agressão em Jangory é o episódio mais recente de uma série de incidentes de violência doméstica que vêm ocorrendo no Afeganistão.
No início deste mês, os padrastos de Sahar Gul, de 15 anos, da província de Baghlan, no norte do país, foram condenados a 10 anos de prisão depois de serem acusados de torturá-la, aparentemente porque ela se recusava a trabalhar como prostituta.
Há duas semanas, duas meninas de 10 e 13 anos se enforcaram na província central de Ghor depois de serem vistas vestidas como meninos para que pudessem visitar um vilarejo próximo.
Em algumas partes das zonas rurais do Afeganistão, mulheres são proibidas de viajar sozinhas ou sair de casa sem permissão. Autoridades afirmaram que as duas meninas foram submetidas a uma "pressão mental extrema" de seus parentes por, supostamente, envergonharem suas famílias.
Freba Majidi, responsável pelo escritório de proteção à mulher na região do Balkh, disse à BBC que ela lida diariamente com vários casos semelhantes de violência doméstica. Segundo ela, o que rendeu destaque internacional ao caso de Jangory foi a maneira como a mulher foi atacada.
"Trata-se da primeira vez em que vemos um homem cortar a língua de sua mulher", disse ela à BBC.
Apesar de a Constituição da era pós-Talebã promulgada no Afeganistão conferir direitos iguais a homens e mulheres, a ONU estima que a grande maioria das afegãs já foi submetida a algum tipo de violência doméstica.
Grupos feministas já realizaram seguidos protestos nos últimos meses para expressar preocupação sobre o fato de que as melhorias conquistadas até agora nos direitos das mulheres podem sofrer uma reviravolta com a eventual inclusão de representantes do Talebã em um futuro governo.
Na última quarta-feira, na capital do país, Cabul, representantes da Rede de Mulheres Afegãs - uma organização nacional de ativistas feministas - afirmaram estar preocupadas sobre o que poderia acontecer com as mulheres após a saída das tropas internacionais em 2014.
Elas reivindicaram ao governo uma proteção mais ampla às estudantes das escolas do país após uma série de misteriosos envenenamentos, que teriam sido cometidos pelo Talebã.

o cabaré com a BBC


Professores estão em greve há mais de 2 meses em Santa Rita



Mais de mil professores estão de braços cruzados e cerca de 17 mil estudantes estão sem aulas desde o dia 20 de março. A categoria reivindica reajustes salariais que variam entre 10% e 30%.

A diretora financeira do Sindicato de Funcionários Públicos de Santa Rita (Sinfesa), Marileide dos Santos, disse que o movimento segue com adesão de 75% dos professores e pelo menos 40, das 55 escolas da rede municipal estão de portas fechadas. “Os representantes da prefeitura chamaram os integrantes do sindicato para um conversa, mas não foi apresentada nenhuma proposta concreta”, informou. Marileide disse ainda que o presidente do Sinfesa, José Farias, desconsiderou o que foi apresentado pela prefeitura porque não estava documentado. Ela disse que o presidente não chegou nem a repassar o item da conversa para os demais membros do sindicato. “O presidente não quis falar porque não existe de fato uma proposta”, explicou.
A prefeitura diz que como este é um ano eleitoral, o município não pode conceder o reajuste proposto pela categoria.
Na terça-feira (5) está prevista uma assembleia na sede do Sinfesa para definir os próximos rumos da greve.
Greve
A categoria está em greve desde 20 de março . No dia 9 de março, a prefeitura e o Sinfesa firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com intermédio do Ministério Público. Na ocasião ficou acordado que os professores retornariam para as salas de aula no dia 16 de março. O TAC não foi cumprido pela pela prefeitura e os professores seguiram com o movimento grevista.
O TAC garantia o reajuste salarial da categoria. Os professores que não tinham nível superior iria ganhar um aumento de 18% em março. Os que possuiam nível superior e ensinam do 6º ao 9º ano, iriam ganhar um reajuste de 10% divididos entre os meses de maio e agosto. Os professores polivalentes que têm ensino superior iriam ter uma gratificação de 30% incorporada ao salário de março e, em outubro, iriam ser enquadrados na categoria dos formados e também iriam receber um reajuste de 17%.
o cabaré com o G1|PB

Estranho OVNI é filmado em Tecate, México

Estudo causa polêmica ao comparar Doença de Chagas à Aids


O artigo científico Doença de Chagas: A Nova HIV/Aids das Américas causou polêmica ao sugerir que o mal transmitido pelo inseto popularmente conhecido como barbeiro esteja em franca expansão no continente.
O estudo diz que a doença ameaça até os Estados Unidos, onde imigrantes latino-americanos seriam um dos potenciais focos de infecção.
Escrito por dez cientistas baseados nos EUA e no México, o artigo foi publicado no Journal of Neglected Tropical Diseases (focado em doenças tropicais negligenciadas por políticas de saúde pública) na última terça-feira.
Para os cientistas a situação da doença tropical no continente hoje em dia tem semelhanças com a epidemia de HIV registrada no início dos anos 1980. Falta de medicamentos, alto custo de tratamento e a transmissão por transfusão sanguínea seriam parecidos.
Também seria parecido o estigma em torno de grupos atingidos: pobres, agricultores e imigrantes, no caso da Doença de Chagas atualmente, e homossexuais, no caso da Aids há 30 anos.
O estudo destaca o fato de que em alguns países como Paraguai e Bolívia o estágio de controle e tratamento da doença continua sendo muito deficiente.
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'Comparação forçada'

Especialistas consultados pela BBC Brasil dizem que vários pontos da comparação não se aplicam a grande parte da região e que o cenário alarmante estaria restrito a países como México e Bolívia, onde a doença ainda não foi controlada.
Já a ONG internacional Médicos sem Fronteiras, também ouvida pela BBC Brasil, indica que o estudo lança os holofotes sobre uma doença muito negligenciada e que é preciso avaliar os números e o controle em alguns países com cautela.
João Carlos Pinto Dias, que já chefiou o Programa Nacional de Combate à Doença de Chagas brasileiro e é membro do Comitê de Doenças Tropicais Neglicenciadas da Organização Mundial da Saúde (OMS), diz que o "trabalho é válido e provocador", embora hajam comparações "forçadas".
"São formas de chamar a atenção para algo geralmente muito negligenciado", diz o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, que tem mais de 220 artigos científicos e sete livros publicados sobre o assunto.
Pinto Dias diz que é a comparação é "forçada" sobretudo por se referir aos anos iniciais da epidemia do HIV, quando a contaminação aumentava de forma exponencial. "No caso da doença de Chagas estamos longe disso. Não se trata de um momento de expansão".
Ele acrescenta que o Brasil está numa situação "bastante confortável", com uma diminuição drástica do contágio. "Nos anos 1970 tínhamos mais de 100 mil novos casos por ano. Hoje temos entre 150 e 200 novas contaminações anuais".

Alerta

Para Lucia Brum, consultora de doenças emergentes e re-emergentes dos Médicos sem Fronteiras, é necessário fazer um alerta para o fato de que o país se preocupa muito com o controle vetorial da doença, mas o tratamento aos infectados continua deficiente.
"Nossa grande bandeira é defender que as pessoas devem ter acesso ao diagnóstico e tratamento da doença. De cada dez pessoas infectadas apenas uma sabe que é portadora do parasita", diz.
Em toda a América Latina são atualmente 8 a 9 milhões de infectados e no Brasil cerca de 2 milhões. Nos Estados Unidos vivem cerca de 300 mil pessoas com o mal de Chagas, em sua maioria imigrantes latino-americanos vindos de regiões mais pobres.
A especialista acrescenta que em mais de 13 anos de atuação da ONG nas Américas, 90 mil pessoas foram passaram por exames e cerca de 6.500 testaram positivo.
"Se fala muito sobre o controle da transmissão e chega-se a considerar o mal de Chagas como 'doença rara', mas o fato é que nos nove Estados da região amazônica o mal de Chagas ainda é uma doença emergente, em expansão, e o Ministério da Saúde sabe disso", indica.

Bolívia e México

O especialista explica que países como Brasil, Chile, Uruguai e partes da Argentina encontram-se em situação avançada de controle da doença. Outros como Colômbia, Equador, Honduras e Peru estão em estágio intermediário.
A situação descrita pelo estudo americano, de descontrole sobre as transfusões sanguíneas, falta de medicamentos e de políticas públicas e aumento dos casos, no entanto, se aplica à Bolívia e ao México.
"No caso boliviano, no final dos anos 1990 o governo obteve recursos do Banco Mundial e montou uma equipe ótima, mas com o passar dos anos as administrações subsequentes abandonaram o programa nacional", diz Pinto Dias.
"No México, desde 1949 cientistas e pesquisadores de renome vêm alertando o governo sobre a necessidade de se montar um programa consistente para conter a doença. Uma histórica falta de vontade política, no entanto, fez com que o país jamais montasse ações públicas para conter o problema", acrescenta.
O artigo americano aponta ainda o Paraguai como um dos países onde o combate à doença é deficiente, sobretudo pela falta do medicamento que pode levar à cura nos três primeiros meses após o contágio.

'Doença rara'

Para Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o mal de Chagas já é considerado "doença rara" no Brasil.
"O que falta é a alguns países é alcançar o que o Brasil já fez. Precisam acelerar o processo de eliminação da transmissão vetorial e depois pela transmissão de sangue", disse em entrevista à BBC Brasil.
Barbosa diz que o contágio vetorial (por diferentes espécies do inseto barbeiro) foi considerado oficialmente eliminado no Brasil pela OMS em 2006.
Lucia Brum, dos Médicos sem Fronteiras, no entanto, diz que há cerca de 140 espécies de barbeiro potencialmente transmissoras no Brasil, e o contágio foi interrompido somente para o Triatoma infestans.
"É fato que o Triatoma infestans era responsável por 80% dos casos de transmissão vetorial, mas ainda há mais de cem espécies que não foram controladas. Ainda se tem muito a fazer", diz, acrescentando que a negligência com relação à doença continua sendo um grande empecilho.
Quanto às contaminações por transfusão sanguínea e congênita, de mãe para filho, os especialistas apontam para a idade média de 35 a 40 anos entre as mulheres, fora de idade fértil, e para um controle em bancos de sangue há mais de 20 anos, o que coloca o Brasil em posição confortável.
No país a principal forma de contágio atualmente é pela via oral, quando o barbeiro ou suas fezes contendo o parasita são moídas junto a sucos e alimentos.

o cabaré com a BBC


Brasil tem 4ª maior população carcerária do mundo


Presídio superlotado em Rondônia (Foto: Luiz Alves)Com cerca de 500 mil presos, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado. O deficit de vagas (quase 200 mil) é um dos principais focos das críticas da ONU sobre desrespeito a direitos humanos no país.
Ao ser submetido na semana passada pela Revisão Periódica Universal - instrumento de fiscalização do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU -, o Brasil recebeu como recomendação "melhorar as condições das prisões e enfrentar o problema da superlotação".
Segundo a organização não-governamental Centro Internacional para Estudos Prisionais (ICPS, na sigla em inglês), o Brasil só fica atrás em número de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).
De acordo com os dados mais recentes do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), de 2010, o Brasil tem um número de presos 66% superior à sua capacidade de abrigá-los (deficit de 198 mil).
"Pela lei brasileira, cada preso tem que ter no mínimo seis metros quadrados de espaço (na unidade prisional). Encontramos situações em que cada um tinha só 70 cm quadrados", disse o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), que foi relator da CPI do Sistema Carcerário, em 2008.

Falta de condições

Segundo ele, a superlotação é inconstitucional e causa torturas físicas e psicológicas.
"No verão, faz um calor insuportável e no inverno, muito frio. Além disso, imagine ter que fazer suas necessidades com os outros 49 pesos da cela observando ou ter que dormir sobre o vaso sanitário".
De acordo com Dutra, durante a CPI, foram encontradas situações onde os presos dormiam junto com porcos, no Mato Grosso do Sul, e em meio a esgoto e ratos, no Rio Grande do Sul.
Segundo o defensor público Patrick Cacicedo, do Núcleo de Sistema Carcerário da Defensoria de São Paulo, algumas unidades prisionais estão hoje funcionando com o triplo de sua capacidade.
Em algumas delas, os presos têm de se revezar para dormir, pois não há espaço na cela para que todos se deitem ao mesmo tempo.
"A superlotação provoca um quadro geral de escassez. Em São Paulo, por exemplo, o que mais faz falta é atendimento médico, mas também há (denúncias de) racionamento de produtos de higiene, roupas e remédios", disse à BBC Brasil.

Vigilância

Porém, abusos de direitos humanos não ocorrem somente devido ao déficit de vagas.
Em todo país, há denúncias de agressões físicas e até tortura contra detentos praticadas tanto por outros presos quanto por agentes penitenciários.
"No dia a dia, recebemos muitas denúncias de agressões físicas, mas é muito difícil provar, pelo próprio ambiente (de isolamento). Quando a denúncia chega e você vai apurar, as marcas (da agressão na vítima) já sumiram e não há testemunhas", afirmou Cacicedo.
O número de mortes de detentos nos sistemas prisionais não é divulgado pelos Estados, segundo o assessor jurídico da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho.
"O sistema penitenciário é opaco, uma organização (não-governamental) já tentou fazer esse levantamento, mas não conseguiu."
Segundo o deputado Dutra, o ambiente geral desfavorável aos direitos humanos no sistema prisional do país foi o que possibilitou o surgimento de facções criminosas.
Entre elas estão o Comando Vermelho e o Terceiro Comando, no Rio de Janeiro, e o Primeiro Comando da Capital, em São Paulo, que hoje operam as ações do crime organizado dentro e fora dos presídios.

Defensores

Outra recomendação explícita feita pelo grupo de 78 países-membros durante a sabatina na ONU foi a disponibilização permanente de defensores públicos em todas as unidades prisionais do país.
Uma das funções deles seria acelerar a apuração de abusos de direitos humanos contra presos.
Outros papeis seriam oferecer assistência jurídica para que os detentos não fiquem encarcerados após acabar de cumprir suas penas ou tenham acesso mais rápido ao sistema de progressão penitenciária (regime semiaberto ou liberdade assistida) - o que ajudaria a reduzir a superlotação.
Mas o país ainda está longe dessa realidade. Só em São Paulo, um dos três Estados com maior número de defensores, o atendimento a presos nas unidades prisionais é feito por meio de visitas esporádicas.
De acordo com Cacicedo, apenas 29 das 300 comarcas do Estado têm defensoria. Além disso, só 50 dos 500 defensores se dedicam ao atendimento dos presos.
O Estado, no entanto, possui 151 unidades prisionais da Secretaria de Administração Penitenciária (sem contar as cadeias públicas subordinadas à Secretaria de Segurança Pública.)

Soluções

Segundo Jesus Filho, os problemas não são resolvidos em parte devido ao perfil da maioria dos detentos.
Um levantamento da Pastoral Carcerária mostra que a maior parte tem baixa escolaridade, é formada por negros ou pardos, não possuía emprego formal e é usuária de drogas.
Domingos Dutra diz que uma possível solução para reduzir a população carcerária seria o emprego de detentos em obras públicas e estímulo para que eles estudem durante a permanência na prisão.
A legislação já permite que a cada três dias de trabalho um dia seja reduzido da pena total. Mas, segundo Dutra, nem todos os governos estaduais exploram essa possibilidade.
Esta é a primeira de uma série de reportagens da BBC Brasil sobre as deficiências do país na área de direitos humanos que serão publicadas ao longo desta semana.

o cabaré com a BBC

Marcha das Vadias



Quando teve início? Em 3 de abril de 2011 em Toronto.
Por quê? Em uma palestra sobre segurança no campus, um policial afirmou que as mulheres não deveriam se vestir como vadias, evitando assim que fossem estupradas.
Por que vadia? Porque toda vez que uma mulher não segue um modelo de concepção feminina imposto pela sociedade, ela é tachada de vadia e outros adjetivos desqualificando-a.
Por que marchamos? Para afirmar que a violência sexual é algo sério e recorrente, que apesar da mulher ser a única vítima ela ainda é tachada como culpada, por isso não nos calamos, por isso somos consideradas vadias, por seguirmos fortes e incansáveis nesta luta constante de ser mulher na sociedade e por uma vida com liberdade, felicidade, autonomia, com livre expressão e sem violência de gênero!
Quando vai ser? Dia 09 de junho às 09h. Ponto de encontro: Estátua de Ariano Suassuna/Lagoa.

Descoberta de gene pode levar a contraceptivo masculino


Foto: BBCO desenvolvimento de uma pílula contraceptiva masculina pode estar mais próximo após pesquisadores em Edimburgo, Escócia, identificarem um gene essencial à produção de esperma saudável.
Experiências com ratos descobriram que o gene, Katnal1, é vital para a fases final de produção de esperma.
Os autores do estudo na PLoS Genetics afirmam que a droga que interrompe o funcionamento do Katnal1 poderia ser um contraceptivo reversível.
Um especialista em fertilidade disse que "certamente há necessidade" para esse tipo de medicamento.
Atualmente a contracepção em homens é possível apenas por meio de preservativos ou vasectomia.

'Efeitos reversíveis'

Os pesquisadores do Centro de Saúde Reprodutiva da Universidade de Edimburgo estavam investigando as causas da infertilidade masculina.
Eles aleatoriamente alteraram o código genético dos ratos para ver o que os tornava inférteis. Rastreadas as mutações que levavam à infertilidade, os cientistas chegaram ao Katnal1.
O gene contém as marcas de uma proteína que é importante em células que ajudam no desenvolvimento de esperma. Sem a proteína, os espermatozóides não se formam por completo e o corpo se desfaz deles.
Os cientistas esperam ser capazes de executar um truque semelhante em seres humanos para suspender o desenvolvimento de esperma sem causar danos permanentes.
Um dos pesquisadores, Lee Smith, disse: "Se conseguirmos encontrar uma forma de atingir este gene nos testículos, poderíamos potencialmente desenvolver um contraceptivo não hormonal".
"O importante é que os efeitos de uma droga sejam reversíveis, porque o Katnal1 afeta apenas as células do esperma nas fases posteriores do desenvolvimento, e por isso não prejudicaria os primeiros estágios da produção de espermatozóides e a capacidade geral de produzir esperma".
Lee afirma que seria "relativamente difícil" chegar ao resultado desejado já que as proteínas estão dentro das células. No entanto, ele diz haver "potencial" para encontrar associado à proteína e que seja um alvo mais fácil de atingir.

'Santo Graal'

Para o pesquisador Allan Pacey, que também é professor de andrologia da Universidade de Sheffield, há "certamente uma necessidade" para um contraceptivo não hormonal para homens.
Na visão do especialista, este tem sido o "Santo Graal" dos estudos nesta área por muitos anos.
Ele acrescentou: "A chave para o desenvolvimento de um contraceptivo não hormonal para homens é que o alvo molecular seja muito específico tanto no esperma quanto nas células no testículo que estão envolvidas na produção de espermatozóides".
"Se isso não ocorrer, tal contraceptivo poderia ter efeitos secundários indesejáveis sobre outras células e tecidos do corpo e ser perigoso".
"O gene descrito pelo grupo de pesquisa em Edimburgo parece ser um alvo novo e possível para um anticoncepcional masculino, mas também pode lançar luz sobre por que alguns homens são inférteis e por que seu esperma não funciona adequadamente", avalia Pacey.

o cabaré com a BBC 


Garoto assombrado na Jamaica

Imortalidade


Um grupo chamado Rússia 2045 quer vencer a morte. A idéia é fazer uma transferência cerebral, ou "apenas" transferir a consciência para um Avatar e assim viver para sempre, mesmo depois que seu corpo morra. O "Avatar" é apenas um novo nome que eles estão dando para robôs, e a idéia não é novidade, só está começando a virar realidade vindo da ficção científica.

O projeto do grupo já está todo planejado com datas para acontecer:

Segundo os cientistas participantes, robôs parecidos com humanos serão tão populares como carros em 2015. Em 2020, eles poderão ser controlados remotamente através de vibrações cerebrais e, cinco anos depois, serão capazes de receber a consciência de seus donos após sua morte. Em 2035, eles irão ter personalidade. E, em 2045, essas cópias poderão ser enviadas para o espaço e a raça humana terá se tornado imortal.

O grupo já apresentou o avatar do fundador Dmitry Itskov, vejam no vídeo:


o cabaré com MedoB

Chupacabra volta a atacar


Fazendeiros do vilarejo de Novosibirsk têm relatado uma série de brutais ataques aos seus animais, inclusive, devido seu pavor, já chamaram padres para abençoar os rebanhos.

Os restos mortais dos animais, que são deixados para trás, possuem sempre as mesmas características em comum: uma espécie de chupão no pescoço e ausência total de sangue.
O fazendeiro  Viktor Shushpanov disse: “A polícia não vai agir. Eles acreditam que se escreverem “vampiro” ou “chupacabra” em um relatório vão parecer idiotas. Mas nós sabemos o que temos visto. São dezenas de cadáveres. Esse bicho vem do diabo! “.

Continuou Shushpanov: “Há sete anos, meu irmão fotografou acidentalmente um Chupacabra. Ele tirou uma foto de sua família e depois viu o rosto demoníaco através da janela da cozinha. A cabeça parece a de um morcego gigante.  Após uma reunião de família, resolvemos queimá-la“.

Os vilarejos vizinhos de Krasnoginnoe, Tolmachevskoye e Chick também estão tendo o mesmo problema e a população não tem dúvidas de que a criatura seja real.


o cabaré com extra.globo.com

Governo assina Ordens de Serviço para obras de esgotamento sanitário em Bayeux e Santa Rita


O governador Ricardo Coutinho assina, nesta quinta-feira (24), Ordens de Serviços para a execução de obras de esgotamento sanitário nas cidades de Bayeux e Santa Rita. Serão investidos aproximadamente R$ 24 milhões em cinco obras significativas para a região. Os recursos são oriundos do Governo Federal e do Governo do Estado.
A Ordem de Serviço para as obras de Bayeux será assinada às 9h, na Câmara Municipal local. O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Deusdete Queiroga, explicou que os serviços consistem na ampliação do sistema de esgotamento sanitário da cidade. "Lá, estaremos investindo, via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC I) e Governo do Estado, cerca de R$ 11 milhões, na construção de interceptores e coletores troncos”, especifica o presidente. Segundo ele, a obra beneficiará aproximadamente 28 mil moradores do município.
Em Santa Rita, de acordo com Queiroga, as Ordens de Serviços beneficiarão a população residente na região do Centro, Várzea Nova e Odilândia. Em Várzea Nova, a Ordem de Serviço será assinada às 10h30, e autorizará a conclusão de obras de esgotamento sanitário já iniciadas. Os serviços representam um investimento de aproximadamente R$ 4,8 milhões. No local, serão executados 7,5 km de rede coletora, uma elevatória, emissário de recalque e 1500 ligações intra-domiciliares. Um benefício para quase 4.300 moradores.
A região que compreende o Centro de Santa Rita também terá as obras de ampliação do sistema de esgotos concluídas. Para a área, está sendo destinado, por meio das Ordens de Serviços, R$ 1,5 milhão para a construção de 270 metros de coletor tronco, conclusão de Estação Elevatória de Esgoto, 300 metros de emissário de recalque, recuperação e conclusão de Estação de Tratamento de Esgoto e 109 metros de emissário final.

o cabare com a Secom-PB

Lady Gaga canta em episódio de "Os Simpsons"


Um clipe de Lady Gaga cantando durante um episódio de "Os Simpsons" está disponível no YouTube. O programa foi ao ar nos EUA no último domingo (20).

Na história, chamada "Lisa Goes Gaga" (Lisa fica Gaga), a cantora vai a Springfield de trem para animar Lisa, que está deprimida. A personagem usa 18 vestidos no episódio --um deles feito de beija-flores, outro de Grammys e um sutiã que solta jatos de fogo. Ela canta a música "Youre All My Little Monsters".

"Estou tão empolgada com os Simpsons", disse a cantora no Twitter. "Eles fizeram um trabalho incrível. Espero que vocês gostem da minha estreia na dublagem :) <3", escreveu ela aos fãs.



Ainda no Twitter, Gaga brincou com a polêmica provocada por seus shows nas Filipinas --onde grupos cristãos protestaram contra as apresentações e colocaram as autoridades locais em alerta.

"Não se preocupem, se eu for pra cadeia em Manila [capital filipina], a Beyoncé vai pagar a minha fiança", brincou, em referência ao videoclipe da música "Telephone" --em que Beyoncé a tira da cadeia.

Reprodução
Uma das cenas de Lady Gaga no seriado "Os Simpsons"
Uma das cenas de Lady Gaga no seriado "Os Simpsons"


o cabaré com a folha

Capitão de barco mergulha no mar para salvar baleia presa


O capitão de um navio pulou no mar para libertar uma baleia jubarte que ficou presa em cordas de pesca.

Magnus Spence é o capitão de um barco que leva turistas para observar os cetáceos nas ilhas no norte da Escócia.

BBC
Baleia jubarte ficou presa em cordas de rede e foi liberada por capital de barco turístico no norte da Escócia
Baleia jubarte ficou presa em cordas de rede e foi liberada por capitão de barco turístico no norte da Escócia

No final do passeio, eles encontraram a jubarte de mais de 12 metros enroscada nas cordas que foram descartadas no mar.

Ela se debatia, mas Spence colocou o equipamento de mergulho, entrou na água e, com uma faca, cortou as cordas.

A jubarte nadou para longe, aparentemente sem ferimentos.

Eclipse forma 'anel de fogo' e é visto na Ásia e América do Norte


Milhares de filipinos saíram às ruas nesta segunda-feira (21) para ver o eclipse solar, que também pôde ser visto em outros países como China, Japão, Rússia e, ao longo do dia de hoje, será avistável na costa oeste dos Estados Unidos e do Canadá.

O eclipse, conhecido como anular, atinge seu ápice quando forma um "anel de fogo" visível no céu, momento em que a Lua fica entre a Terra e o Sol.



Kazuhiro Nogi/France Presse
Montagem de fotos mostra as várias etapas do Sol sendo coberto pela Lua durante o eclipse; veja mais fotos
Montagem de fotos mostra as várias etapas do Sol sendo coberto pela Lua durante o eclipse; veja mais fotos


Os chineses foram os primeiros a presenciar o primeiro eclipse solar de 2012, que teve início no domingo. A sombra da Lua sobre o Sol pode ser de até 96% e, dependendo da região onde é visto, sua duração pode variar. Em alguns locais, durou até cinco minutos.

No Japão, um eclipse como esse não era visto desde 1839. Por conta do "intervalo", as emissoras de TVs transmitiram o evento ao vivo e uma delas enviou uma equipe ao topo do monte Fuji.

Como olhar diretamente para o eclipse causa problemas médicos, a população foi orientada previamente, inclusive o ministro da Educação japonês, Hirofumi Hirano, foi à TV mostrar como usar óculos especiais.

Uma outra reportagem aguardou registrar, em um zoológico no sul de Tóquio, a reação dos chimpanzés, mas os animais não tiveram nenhuma mudança no comportamento, para decepção da equipe.

No Centro de Macacos do Japão, um grupo de 20 lêmures pulou o café da manhã e escalou e pulou entre as árvores, um comportamento noturno típico. Finalizado o eclipse, os animais voltaram às atividades diurnas normais. "Eles devem ter reagido ao eclipse", comentou o diretor do local, Akira Kato, à rede de TV NHK.

Índios navajos, que vivem na América do Norte, seguiram a tradição de seus antepassados, permanecendo em casa. Segundo um deles, eles evitarão comer, beber ou dormir enquanto durar o eclipse.

o cabaré com a EFE

Jovem que gravou relação sexual de colega gay é condenado nos EUA


Um tribunal de Nova Jersey condenou nesta segunda-feira o estudante que gravou seu companheiro de quarto mantendo relações sexuais com outro homem, em uma atitude que resultou no suicídio do mesmo após a divulgação das imagens na internet.

O jovem Dharun Ravi, de origem indiana, poderia pegar até dez anos de prisão e ser deportado de volta ao seu país por causa do suicídio de Tyler Clementi, seu companheiro de quarto na universidade de Rutgers. No entanto, o juiz Glenn Berman limitou sua sentença a 30 dias de prisão e três de liberdade assistida, e também não ordenou sua deportação.


Lee Celano/Reuters
Dharun Ravi chora ao ouvir sentença em tribunal; ele pegou 30 dias de prisão e 30 de liberdade condicional
Dharun Ravi chora ao ouvir sentença em tribunal; ele pegou 30 dias de prisão e 30 de liberdade condicional


Clementi tinha 18 anos quando se suicidou ao se atirar da ponte George Washington, que une Nova York e Nova Jersey, em setembro de 2010. O jovem decidiu se suicidar depois de descobrir que tinha sido gravado por Ravi mantendo relações sexuais com outro homem, além do fato das imagens terem ido parar na internet.

Diante de um tribunal abarrotado, a mãe do jovem, chamada Jane Clementi, declarou que a única coisa que ela ainda esperava era "justiça", considerando a atitude de Ravi de "perversa e maliciosa". Jane afirmou que esse "comportamento é inaceitável" e, por isso, pediu para o juiz não tolerar esse tipo de atitude.

O magistrado, que reiterou que não recomendará a deportação do acusado, sentenciou Ravi com 300 horas de serviços comunitários, um amplo tratamento médico e ao pagamento de uma multa de US$ 10 mil, que será destinado a uma organização que oferece assistência às vítimas de assédio.

CRIMES

Em março, o júri popular havia declarado Ravi culpado por vários delitos, como invasão de privacidade e intimidação.

O caso Clementi, que também esteve envolveu outro estudante, causou consternação na comunidade homossexual americana, que, por sua vez, denunciou a fustigação que resultou no suicídio de pelo menos quatro jovens nos estados de Indiana, Califórnia, Texas e Nova Jersey.

Após os suicídios, a Casa Branca foi obrigada a abordar o assunto, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, gravou uma mensagem para pedir o fim dessa fustigação. "Me corta o coração", assinalou então Obama, que reconheceu que "é difícil" crescer em um lugar onde você não se sente pertencido.

O assédio escolar, mais conhecido como "bullying", é uma prática que está sendo alvo de inúmeras campanhas de conscientização dentro da sociedade americana.

o cabaré com a EFE

Turistas gays poderão casar em Buenos Aires, mas Brasil não reconhecerá uniões


"Beijaço" em Assunção, no Paraguai. | Foto: APOs casais de turistas estrangeiros gays poderão se casar na cidade de Buenos Aires, de acordo com medida anunciada, nesta quinta-feira, pela prefeitura da cidade. No entanto, segundo diplomatas do Consulado do Brasil na capital argentina, estes casamentos não serão válidos no Brasil.
"Juridicamente, não existe o casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil e por isso o casamento entre turistas brasileiros aqui em Buenos Aires não será reconhecido", disseram à BBC Brasil.
A medida argentina permite que os turistas estrangeiros se casem nos cartórios da capital cinco dias após terem realizado o pedido formal para o casamento, indicando um hotel como endereço provisório na cidade.
"A resolução prevê que qualquer estrangeiro ou estrangeira, independente de sua orientação sexual, que esteja de passagem ou more na Argentina, poderá celebrar o casamento (na cidade)", afirma o documento divulgado pela assessoria de imprensa do prefeito Maurício Macri.
A prefeitura diz ainda que a possibilidade de casamento para turistas está baseada na constituição nacional e em leis de migração.
De acordo com o governo da cidade, a Direção Geral de Registro de Estado Civil e Capacidade das Pessoas orientará os cartórios para que recebam os estrangeiros "sem nenhum tipo de discriminação" (em relação aos argentinos).
Para se casar, o turista estrangeiro vai precisar apenas de um comprovante do local onde está hospedado, o passaporte ou carteira de identidade e informações sobre o período em que permanecerá na cidade.

Casal paraguaio

No último mês de março, um casal de turistas paraguaios homossexuais foi o primeiro a se casar na Argentina, na cidade de Rosário. Simon Cazal e Sergio López se beneficiaram da medida que havia sido aprovada por autoridades rosarinas.
Presidente da entidade paraguaia Somosgay, Cazal disse que espera que o casamento seja reconhecido em breve pela lei de seu país. "Estamos emocionados. Este é um momento único", disse ele após a cerimônia em Rosário.
A Argentina foi, em 2010, o primeiro país da América Latina a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A decisão do governo da cidade de Buenos Aires prevê ainda que turistas heterossexuais também possam se casar nos cartórios locais.
Neste caso, segundo o Consulado do Brasil, o casamento será reconhecido pelas leis brasileiras. "Pela legislação brasileira, um dos cônjuges deve ser brasileiro e o casamento, registrado no consulado para ser reconhecido no Brasil", afirmaram.
Na semana passada, o Congresso Nacional argentino aprovou a Lei de Identidade de Gênero, que prevê que pessoas transsexuais possam mudar seus nomes nos documentos de identidade e na certidão de nascimento, além de ter acesso à rede pública de saúde para realização de cirurgias de mudança de sexo.
A medida foi considerada "um avanço dos direitos humanos" por entidades que reúnem transsexuais, como a Associação de Travestis,Transsexuais e Transgêneros da Argentina (ATTTA), a maior do país.

o cabaré com a BBC 

Executivos nos EUA tentam retardar envelhecimento com hormônios


Executivos e profissionais nos Estados Unidos vêm procurando um polêmico e caro tratamento de reposição hormonal para combater efeitos normalmente associados ao estresse e ao envelhecimento.

Com pouco mais de 30 anos, o executivo americano J.G. começou a se sentir deprimido e ansioso. Tinha dificuldades para dormir, sua libido já não era mais a mesma e, por mais que se esforçasse na academia e cuidasse da alimentação, não conseguia atingir os resultados que queria.

"O trabalho também ia mal. Ter que lidar com o estresse, e a competição ampliava os sintomas, quando não era combustível para eles", conta o executivo, que pediu para não ter seu nome divulgado."Isso acabava com o desejo e ambição de ser bem-sucedido", disse.

Depois de tentar tratamentos com antidepressivos e ansiolíticos, J.G. aceitou o conselho de um colega de academia e começou a fazer reposição hormonal por conta própria.

Mesmo sem consultar um médico, experimentou tomar uma pequena dose de testosterona, um hormônio secretado pelos testículos do homem e em menor quantidade pelos ovários da mulher. Sua concentração no corpo masculino diminui com a idade e devido a problemas de saúde. "Tomei minha primeira dose e, uau, pareceu que tudo deu uma volta de 180 graus", disse o executivo à BBC Brasil.

Desconfiado de que poderia estar sofrendo com os sintomas do declínio de testosterona em seu corpo, procurou um médico. Após alguns exames, ele receitou uma terapia de reposição hormonal.

Atualmente com 40 anos, J.G. segue com o tratamento. Duas vezes por semana, injeta em si mesmo pequenas doses de testosterona e garante que sua vida melhorou em vários aspectos.

"Pergunte à minha namorada modelo de 27 anos", brinca o executivo, que dirige uma consultoria de administração de capital de risco em Nova York.

Apesar dos elogios ao tratamento, alguns médicos têm dúvidas quanto à eficácia e eventuais danos colaterais do uso de hormônios, que poderiam incluir câncer e problemas no coração.
Cenegenics
A Cenegenics diz que o 'antes' e 'depois' do médico Jeffrie Life não é montagem
A Cenegenics diz que o 'antes' e 'depois' do médico Jeffrie Life não é montagem

HORMÔNIOS

A deficiência de testosterona entre homens pode estar ligada a problemas congênitos, doenças, estresse e efeitos colaterais de certos medicamentos.

Além disso, a partir dos 30 anos de idade, inicia-se um declínio gradual da produção do hormônio no organismo.

A maior parte da testosterona utilizada em terapias de reposição hormonal é produzida em laboratório a partir de vegetais como soja e inhame.

Embora o tratamento mais comum para a deficiência de testosterona causada por problemas de saúde seja a reposição hormonal, não há estudos conclusivos sobre a eficácia da injeção do hormônio no combate a sintomas normalmente associados à idade.

Mesmo assim, um grande número de médicos defende os benefícios do tratamento no combate ao envelhecimento. Eles vêm oferecendo terapias de reposição hormonal a pacientes que se queixam de fadiga, de dificuldades para perder peso, de concentração e de redução da libido.

Entre eles está Lionel Bissoon, que ficou conhecido por desenvolver um tratamento para celulite e atualmente administra um programa de reposição hormonal para homens e mulheres em sua clínica em Nova York.

Segundo ele, até meados da década passada, a maior parte de seus pacientes era formada por mulheres entre 45 e 69 anos. Mas a situação se inverteu. Atualmente, cerca de 85% é de homens entre 30 e 69 anos, muitos deles executivos de Wall Street.

"As maiores queixas dos homens são fadiga, cansaço e dificuldades de concentração. Alguns reclamam de dores musculares. Muitos não têm interesse em sexo. Alguns sentem que não são mais quem costumavam ser", disse Bissoon à BBC Brasil.

O médico conta que, após uma bateria de exames, o paciente pode iniciar o tratamento. A reposição hormonal pode ser feita por meio de injeções, adesivos ou via oral. O próprio paciente aplica suas doses de testosterona.

"Eu ensino meus pacientes a se aplicarem, é bem fácil. Não é possível para um executivo ocupado ter que ir a um consultório para tomar uma injeção duas ou três vezes ao mês, não é prático", diz.

CUSTOS

O grande interesse dos homens por tratamentos de reposição hormonal não se restringe a Nova York.

Na filial que serve os Estados americanos da Carolina do Sul e da Carolina do Norte da rede de clínicas Cenegenics, por exemplo, 68% dos pacientes são homens entre 35 e 70 anos.
"Está se tornando mais comum homens mais jovens, com pouco mais de 30 anos (procurarem o tratamento)", diz Michale Barber, médica e diretora-executiva da Cenegenics Carolinas.

Embora a aplicação dos hormônios possa ser feita pelo próprio paciente, é necessário que ele passe por um acompanhamento periódico por médicos e seja submetido a exames regularmente, o que pode aumentar os custos do tratamento.

Para realizar um tratamento hormonal de combate aos efeitos do envelhecimento na Cenegenics, é preciso desembolsar em média US$ 1 mil por mês.

"Os nossos pacientes estão pagando pelo acesso a médicos, fisiologistas, nutricionistas e acompanhamento de laboratório", diz Barber.

Com 20 centros médicos espalhados pelos Estados Unidos e mais de 20 mil pacientes, a Cenegenics usa como garoto-propaganda o médico Jeffry Life, que atua na empresa e é paciente do programa de combate aos efeitos do envelhecimento.

Para mostrar os resultados do tratamento, a empresa usa fotos e vídeos ao estilo "antes e depois" de Life.

Na primeira foto, o médico aparece com um corpo comum para um homem de meia-idade. A outra é uma dessas imagens que à primeira vista parecem montagens (a empresa garante que não é) e mostra a mesma pessoa com um corpo de fisiculturista.

CÂNCER

Apesar dos efeitos aparentemente milagrosos, ainda restam dúvidas sobre a segurança dos tratamentos de reposição hormonal para combater os efeitos do envelhecimento em homens saudáveis.

Embora os médicos adeptos da terapia garantam que ela é segura e pode prevenir doenças, outros apontam que ela pode estimular o desenvolvimento de câncer de próstata e causar problemas cardíacos.

Além disso, pesquisas apontam entre os possíveis efeitos colaterais do tratamento atrofia dos testículos e infertilidade, problemas hepáticos, retenção de líquidos, acne e reações de pele, ginecomastia (crescimento anormal das mamas em homens) e apneia do sono.

Embora tratamentos do tipo estejam sendo utilizados nos EUA desde a década de 1990, há poucos estudos amplos sobre seus efeitos e riscos.

Em 2009, o National Institute of Health dos Estados Unidos deu início a um amplo estudo sobre os efeitos do tratamento de reposição de testosterona em homens acima de 65 anos. Os primeiros resultados, no entanto, devem ser divulgados só em junho de 2015.
Enquanto isso, um relatório publicado em 2004 pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, órgão de consultoria do governo americano, alerta para a falta de pesquisas conclusivas sobre o tema.

"Apesar da crescente popularidade do tratamento com testosterona, não há uma quantidade considerável de dados que sugiram a eficácia da terapia de testosterona em homens mais velhos que não se encaixam na definição clínica de hipogonadismo. Além disso, os efeitos da testosterona na próstata e suas implicações para o câncer inspiram cuidados no uso não terapêutico extensivo", diz o documento.

o cabaré com a BBC