Quando falamos dos deuses tentamos suavizá-los do modo mais perfeito e o mais sublime. Os mitos exercem um poder muito grande na vida dos homens. Tudo por que o homem não conhece a si e busca descobrir a verdade, animais sensíveis que somos, vemos uma coisa e pensamos outra, pensamos uma coisa e vemos outra. Por que isto acontece? E por qual motivo isto acontece? Quem somos nós de fato?
Temos uma idéia abstrata de coisas abstratas, a abstração é o processo mental é uma defesa do intelecto, é abstrato o fato de existir em um mundo tão incompreensível, pelo menos para nós da raça humana, já que temos uma mente tão limitada. Vemos essa idéia se manifestar de varias formas neste mundo, vemos isso nas numerosas seitas, sociedades, irmandades, igrejas e templos por ai afora.
Nós e apenas nós somos capazes de tal proeza, imaginar que tudo que existe deve ter um criador e que nós somos frutos do pecado ou somos filho de Zeus. O filho de Zeus um jovem belo e forte, claro filho de um deus ele tem que ser perfeito. Hercules é conhecido como um herói. Os deuses também estão à prova, um herói ou um deus tem sempre uma missão, sempre sai numa jornada, é tentado, cumpre a missão e depois ressuscita como um deus, perfeito e puro. O homem para chegar até esse ser que agora é concreto para ele, tenta de varias formas se igualar a ele e ter todas as suas características, belos, fortes, puros humildes, vingativos e até mesmo sua aparência física. E quando tentamos materializa esses deuses não sabemos explicar como ele é, mas quando falamos dele, ele é sempre poderoso, grandioso, justo, assassino, onisciente, cruel e pai.
E se tudo precisa de um criador, então o que ou quem criou esses deuses? Possivelmente eles sempre existiram ou nasceram junto com o big bem, o fato é que eles só existem em nossa mente e fora dela nada existe. Eles só existem porque pensamos e se pensamos logo existimos, cesse este elo e eles morrem. Estamos diante de um quadro com figuras abstratas tendo visões abstratas. Vemos mil e uma coisas. Deus para os cristãos criou o céu e aterra em sete dias, Buda diz que através da meditação o homem conseguirá alcançar o nirvana, outros explodem com bombas amarradas ao próprio corpo por que acha que vai estar no céu com algumas virgens. Abraão, um possível profeta, quer matar seu filho para provar obediência ao seu deus. Quando Falamos dos mitos vemos que eles têm um perfil psicológico muito interessante. Estamos diante do espelho, os criamos a nossa imagem e nossa própria semelhança. Jogamos toda a responsabilidade para figuras imaginárias, não compreendendo o mudo como ele é de fato. Criamos um mundo de ilusões para nos sentirmos bem. Buscamos a felicidade em outros mundos imateriais e aqui neste mundo o buscamos no poder, na beleza e no dinheiro.
A felicidade é momentânea, é como os torpores do álcool e só estamos bem naquele momento que estamos no bar. No mundo espiritual não é diferente, quando estamos em um templo parece que estamos entorpecidos pelo ópio de deus, em outra atmosfera em outro mundo, nos sentimos bem, toda a dor vai embora e tudo está perdoado, mas quando passa o efeito do ópio tudo volta e com muito mais intensidade. Morremos como peixe pela boca, Talvez a própria felicidade seja mais uma criação humana.
Para Nietzsche, amamos mais o desejo do que o próprio objeto do desejo. Quando tentamos trazer esses mitos para um mundo real, um mundo aparentemente concreto, talvez ilusório, vemos a nós mesmos naquele quadro. Estamos sempre à prova. Provar o que? E para quem? Já que nós mesmos pensamos que somos inferiores perante os deuses e que não somos capazes de descobrir essa tal verdade.
Os animais irracionais não pensam, agem por instinto e logo não existem. E se não existem não podem criar. Eles só vivem para a vida, nascem, procriam, tem crias e depois morem. Nós sentimos sensações que a meu ver são enganadoras. É o ciclo da vida, é a natureza sempre se renovando. O homem renova-se a todo instante, pois estamos em uma evolução constante. Diante da morte somos inferiores, quando estamos cara a cara com ela e vemos sua face, sua beleza ou horror ela nos surpreende e nos liberta. Mas como lidar com isso? Tentamos dar respostas ao que não existe quando na verdade somos nós mesmos que temos essa verdade. Os mitos são importantes para a sociedade dita civilizada, o problema nisso tudo é “moral”, os mitos têm muito que nos ensinar. Tudo é comido, digerido, vomitado ou defecado. Mais só absolvemos aquilo que nos agrada que nos interessa tudo nos nutre, nos da vida ou morte.
Os animais irracionais não pensam, agem por instinto e logo não existem. E se não existem não podem criar. Eles só vivem para a vida, nascem, procriam, tem crias e depois morem. Nós sentimos sensações que a meu ver são enganadoras. É o ciclo da vida, é a natureza sempre se renovando. O homem renova-se a todo instante, pois estamos em uma evolução constante. Diante da morte somos inferiores, quando estamos cara a cara com ela e vemos sua face, sua beleza ou horror ela nos surpreende e nos liberta. Mas como lidar com isso? Tentamos dar respostas ao que não existe quando na verdade somos nós mesmos que temos essa verdade. Os mitos são importantes para a sociedade dita civilizada, o problema nisso tudo é “moral”, os mitos têm muito que nos ensinar. Tudo é comido, digerido, vomitado ou defecado. Mais só absolvemos aquilo que nos agrada que nos interessa tudo nos nutre, nos da vida ou morte.
Augusto dos Anjos materializou essa idéia muito bem: “quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!”. O doutor da igreja o “santo” Tomás de Aquino reduz todo o conhecimento intelectual à operação de abstrações. Segundo ele o homem cria por abstração. Um dos mitos cristãos disse “conhecereis a verdade a verdade te libertará”. Quem sabe nós não somos seres de outros planetas e fomos esquecidos nesse mundo, deixados e abandonados? Por quê desvendar o mistério de nós mesmos? Esta é a nossa própria caixa de pandora, a nossa mente. Neste caso, trancamos o amor e não deixamos ele sair, esperando um dia que esses mitos nos presenteem com aquilo que nós já temos. A chave da caixa está dentro de você. Mergulhe no infinito do ser e tente buscá-la. Talvez essa idéia seja de fato concreto.
No livro Rubáiyát de Omar Kháyyám (1040-1120) um poeta persa diz o seguinte: “Enviei minha alma através do invisível, para soletrar alguma carta dessa após vida. E aos poucos ela voltou para mim e respondeu: eu mesma sou o céu e o inferno”. Ou quem sabe mais uma idéia abstrata.
*tela Metafisico de Jason Moraes
Jason Moraes é Artista Plástico
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