GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Cortejados pelos dois candidatos à presidência do Senado, parlamentares do PSDB dão início nesta quinta-feira às articulações para definir o apoio da legenda na disputa pelo comando da Casa. Embora o partido caminhe para apoiar José Sarney (PMDB-AP), senadores tucanos demonstram simpatia pela candidatura de Tião Viana (PT-AC) --no grupo que tem à frente o governador de São Paulo, José Serra.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), retoma hoje os trabalhos em Brasília depois de passar as férias nos Estados Unidos. A bancada tucana vai se reunir na semana que vem para definir o candidato que terá o apoio do partido, mas Virgílio se mostra favorável ao nome de Sarney.
Em conversas com aliados, o presidente do PSDB, senador Sério Guerra (PE), demonstra simpatia pela candidatura de Tião. A tendência, porém, é que os tucanos apoiem oficialmente o peemedebista com vistas a uma eventual aliança com o PMDB nas eleições de 2010.
Os votos dos 13 senadores do PSDB são considerados decisivos para definir o nome presidente do Senado, no dia 2 de fevereiro. Enquanto o DEM deve fechar questão em torno de Sarney, o racha entre os tucanos anima os aliados de Tião. O próprio candidato petista disse que vai buscar votos na bancada tucana, mesma postura adotada por Sarney.
Com a contabilidade apertada para os dois candidatos, os votos dos tucanos podem fazer a diferença no momento da votação. Tião diz contar com o apoio de 36 senadores. Para se eleger presidente, o parlamentar precisa de pelo menos 41 votos. Os petistas também apostam em traições dentro do PMDB, o que aumentaria as chances de Tião vencer a disputa.
Além das dissidências peemedebistas, o grupo pró-Tião busca o apoio da bancada do PTB no Senado --uma vez que o partido integra a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com sete parlamentares, os petebistas também são cortejados pelos dois candidatos.
Tião já tem o apoio de seis partidos na corrida pela presidência: PT, PSB, PR, PRB, PSOL e PDT. Juntas, as legendas reúnem 25 parlamentares. Só a bancada do PMDB no Senado é composta por 20 senadores --o que confere a Sarney uma vantagem na largada de sua candidatura, mesmo com eventuais traições no partido.
fonte:http://www1.folha.uol.com.br
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