
O longa de animação Waking Life, de Richard Linklater, traz pessoas da vida real habitando os sonhos de um homem. O enredo gira em torno de um jovem que não consegue acordar de um sonho e tem longas conversas sobre os vários estados da consciência e discussões filosóficas e religiosas com os mais diversos personagens. Alguns deles são facilmente reconhecíveis, como o cineasta Steven Soderbergh e os atores Julie Delpy e Ethan Hawke.
Waking Life representa o trabalho duplo do diretor, já que Linklater teve que fazer dois filmes em um: filmou primeiro seus atores, depois passou o copião para o animador e diretor de arte Bob Sabiston, cuja equipe de 30 artistas recobriu cada imagem através da computação gráfica. Tarefa de fôlego, já que cada minuto final da película requereu 250 horas de trabalho.
Parte de um diálogo
” A criação vem da imperfeição. Parece ter vindo de um anseio e de uma frustração.
É daí, eu acho, que veio a linguagem. Veio do desejo de trascender o nosso isolamento e de estabelecer ligações uns com os outros.
Devia ser fácil quando era uma questão de mera sobrevivência. Mas fica realmente interessante quando usamos esse mesmo distema de símbolos para comunicar tudo de abstrato e intangível que vivenciamos.
Quando falo ”amor” o som sai da minha boca e atinge o ouvido da outra pessoa. Viaja através de um canal labiríntico em seu cérero através das memórias de amor ou falta de amor.
O outro diz que compreende, mas como sei disso? As palavras são inertes…São apenas símbolos, estão mortas. E há muito da nossa experiência que é intangível. Tanto do que percebemos é inexprimível, é indízível.
E, ainda assim, quando nos comunicamos uns com os outros…e sentimos ter feito uma luigação, e termos sido compreendidos, acho que temos uma sensação quase como comunhão espiritual. Essa sensação pode ser transitória, mas é para isso que vivemos“
” A criação vem da imperfeição. Parece ter vindo de um anseio e de uma frustração.
É daí, eu acho, que veio a linguagem. Veio do desejo de trascender o nosso isolamento e de estabelecer ligações uns com os outros.
Devia ser fácil quando era uma questão de mera sobrevivência. Mas fica realmente interessante quando usamos esse mesmo distema de símbolos para comunicar tudo de abstrato e intangível que vivenciamos.
Quando falo ”amor” o som sai da minha boca e atinge o ouvido da outra pessoa. Viaja através de um canal labiríntico em seu cérero através das memórias de amor ou falta de amor.
O outro diz que compreende, mas como sei disso? As palavras são inertes…São apenas símbolos, estão mortas. E há muito da nossa experiência que é intangível. Tanto do que percebemos é inexprimível, é indízível.
E, ainda assim, quando nos comunicamos uns com os outros…e sentimos ter feito uma luigação, e termos sido compreendidos, acho que temos uma sensação quase como comunhão espiritual. Essa sensação pode ser transitória, mas é para isso que vivemos“

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