
O governador José Maranhão (PMDB) decidiu examinar o contrato com o Banco Real, responsável pela execução da folha de pagamento dos servidores públicos estaduais, e constituiu uma comissão especial para tratar do assunto. O contrato, pode, inclusive, ser revisto.
De acordo com secretário chefe da Casa Civil, José Ricardo Porto, a determinação do governador para realização de uma revisão no contrato é devido a possibilidade de existência de “cláusulas leoninas” que prejudicam os servidores públicos e as finanças do Estado e, consequentemente, só trazem vantagens para a referida instituição bancária.
Conforme informou o secretário, a partir da determinação do governador, foi instituída uma Comissão Especial para cuidar do caso. A referida comissão é composta por três secretários: o procurador geral do Estado, Marcelo Weick, como presidente, tendo como membros os secretários José Ricardo Porto e Antônio Fernandes (Administração/Planejamento).
José Ricardo Porto disse a comissão, que vai começar a trabalhar no próximo dia 2 de março, terá um prazo de 30 dias para fazer a análise do contrato celebrado na gestão do governador cassado Cássio Cunha Lima (PSDB) com o Banco Real para execução da folha de pessoal.
Segundo Porto, a motivação do governador José Maranhão para determinar essa revisão em caráter emergencial deve-se a indícios de que o contrato celebrado só beneficia ao banco, traz problemas para o Estado e prejudica os servidores públicos estaduais que foram obrigados a receber seus salários através do Real, mediante empréstimo compulsório para o recebimento do 13º salário.
“Por isso, o governador sentiu a necessidade desta revisão em todas as cláusulas contratuais, para uma análise mais profunda e a adoção das medidas cabíveis para sanar os problemas que forem detectados”, declarou o secretário.
fonte : a fonte e noticia
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