Segundo a coluna, se continuar sumido, a Mesa promete processá-lo à revelia. O PSOL representou, na semana retrasada, contra Moreira por suspeitar que ele usou irregularmente a verba de indenizatória, no valor de R$ 15 mil mensais.
Em decorrência dessas suspeitas, a Câmara passará a divulgar em detalhes os gastos com a verba indenizatória.
Após as denúncias, Moreira não apareceu mais no Congresso. A última vez que esteve na Câmara foi no dia 4.
Uma vez notificado, Moreira terá cinco dias para prestar esclarecimentos. O corregedor-geral da Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), disse que as explicações do deputado poderão ser feitas pessoalmente ou por escrito. Não há prazo fixo para ACM Neto concluir as investigações sobre o caso.
Denúncias
A verba indenizatória deve ser usada para cobrir gastos da atividade parlamentar. Segundo a representação do partido, Moreira recebeu R$ 90,6 mil em 2007 de verba indenizatória. Em 2008, os gastos teriam totalizado R$ 140 mil.
Eleito corregedor-geral e segundo-vice-presidente da Câmara no último dia 2, Moreira ficou menos de uma semana nos cargos. Ele foi pressionado a abrir mão das funções em decorrência de uma série de acusações.
Entre as denúncias estão o fato de não ter declarado a existência de um castelo, construído no interior de Minas Gerais, no valor de R$ 25 milhões, assim como há no STF (Supremo Tribunal Federal) um inquérito que o investiga por suposta apropriação de INSS descontados de empregados da empresa F. Moreira, que é alvo de 123 protestos em cartórios de São Paulo.
O deputado negou todas as acusações. Segundo ele, o castelo que construiu está em nome dos dois filhos, por essa razão não declarou o imóvel à Receita Federal e à Justiça.
Leia a coluna completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.
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