As 13 ONGs expulsas do Sudão respondiam juntas por metade da ajuda humanitária distribuída na Província de Darfur e a interrupção de suas atividades põe em perigo a sobrevivência de mais de 1 milhão de pessoas, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).
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O governo do Sudão decidiu expulsar nesta quarta-feira (4) as organizações de assistência humanitárias estrangeiras de seu território, pouco depois do Tribunal Penal Internacional (TPI) emitir uma ordem de detenção contra o presidente sudanês, Omar al Bashir. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou a retirada de 70 trabalhadores no mesmo dia.
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"Com a saída das ONGs e se o governo não reconsiderar sua posição, 1,1 milhão de pessoas ficarão sem comida, 1,5 milhão ficarão sem cuidados médicos e mais de um milhão sem água potável", explicou a porta-voz do gabinete de coordenação para Assuntos Humanitários da ONU, Elizabeth Byrs.
De acordo com o porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Rupert Colville, privar deliberadamente a um grupo tão grande de civis de meios de sobrevivência é um ato deplorável.
A ONU fornece assistência humanitária, em grande parte em cooperação com ONGs internacionais e locais, a 4,5 milhões de pessoas no país, das que 2,7 milhões refugiadas.
Pelo menos 13 organizações foram obrigadas a abandonar o Sudão depois que a Corte Penal Internacional (CPI) de Haia emitiu uma ordem de prisão por crimes de guerra e contra a humanidade para o presidente sudanês, Omar al-Bashir.
Com France Presse e Efe

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