O psicólogo Eduardo Henriques Paredes do Amaral, 32 anos, responsável pelo acidente que matou a defensora pública chefe do Estado, Fátima Leite, foi preso após prestar depoimento na manhã desta segunda-feira, dia 25, na 1ª Delegacia Distrital, em Tambaú.
Eduardo Henriques foi transferido para uma cela especial na Central de Polícia, pelo fato de ter curso superior e ainda integrar o corpo de jurados do 2º Tribunal do Júri.
O delegado Manoel Idalino, titular da 10ª Delegacia Distrital, afirmou que ele vai ser indiciado por homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar. Ele contou, ainda, que o psicólogo se negou a fazer exames para constatar se havia consumido bebida alcóolica.
Eduardo Henriques afirmou no depoimento que não estava em alta velocidade, que os semáforos da avenida Epitácio Pessoa não estavam vermelhos, mas no pisca de alerta, e que estava sozinho no veículo no momento da colisão.
Um casal prestou depoimento afirmando que estava de carona com Eduardo Henriques no nomento do acidente, frisando que o psicólogo estava em alta velocidade e ultrapassando os sinais vermelhos.
O advogado do psicólogo, Abraão Beltrão, disse que vai solicitar a liberdade provisória de Eduardo Henriques nesta terça-feira, dia 26, para que ele possa responder ao processo em liberdade.
Eduardo Henriques conduzia a caminhonete que avançou o sinal num cruzamento da avenida Epitácio Pessoa, atingindo o veículo Fox conduzido pelo marido da defensora, Carlos Martinho Correia Lima, 59 anos. Fátima Leite acabou morrendo quando era atendida no Hospital de Trauma.
O Norte
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