
ABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O senador José Sarney (PMDB-AP) oficializou nesta quarta-feira sua candidatura à presidência do Senado. O peemedebista atendeu aos apelos da bancada do partido na Casa e, durante almoço, que reuniu integrantes da legenda, formalizou o seu ingresso na disputa com o discurso de que, apesar de suas resistências pessoais, decidiu ser o candidato do PMDB.
"Não queria, resisti, mas eu acho que é importante a minha candidatura num momento como esse em que há uma crise mundial", afirmou.
Sarney não quis adiantar suas estratégias de campanha, porque disse que só agora vai começar a buscar votos --embora nos bastidores já tenha contabilizado o apoio da maioria dos parlamentares, inclusive senadores do DEM e partidos da base do governo federal.
O peemedebista disse que mais importante que sua vontade são os interesses do país --por isso aceitou lançar-se candidato.
Questionado sobre a neutralidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida pela presidência do Senado, Sarney disse que o petista desejava apenas uma candidatura. Mesmo assim, o peemedebista afirmou estar disposto a uma disputa direta com o senador Tião Viana (PT-AC), do partido de Lula.
Ausências
A reunião que selou a candidatura de Sarney não contou com as presenças dos senadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS), contrário ao nome do peemedebista.
Jarbas declarou apoio a Tião, enquanto Simon disse que não concorda com a decisão tardia de Sarney de ingressar na disputa. Ex-presidente da República, Sarney chegou a negar em diversas ocasiões a possibilidade de disputar o cargo.
O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), atual presidente da Casa, lançou sua candidatura pelo partido, mas teve que recuar depois que Sarney aceitou disputar o cargo.
Com a pressão do partido e o aval indireto do Planalto, o peemedebista acabou por formalizar hoje sua candidatura.
fonte : folha online
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